Anatomia de marca: o que a Havaianas ensina sobre posicionamento
Palavra-chave: case Havaianas posicionamento

Palavra-chave: case Havaianas posicionamento

Havaianas nasceu como um chinelo de borracha simples, vendido a preço baixo, associado a trabalho braçal. Décadas depois, virou peça de moda usada em red carpet e colecionada em edições limitadas. O produto continua sendo, essencialmente, o mesmo. O que mudou foi o posicionamento.
Em vez de competir só pelo preço mais baixo (território em que sempre haveria um concorrente disposto a cobrar menos), a marca decidiu competir por outro território: personalidade, cor, brasilidade e, mais tarde, colaborações com estilistas e artistas. Essa mudança de território é o que permitiu à marca cobrar mais, sem perder o público que sempre comprou o produto mais simples.
Produto simples não é sinônimo de marca simples. A percepção de valor não vem só da complexidade técnica do que você vende, vem de como esse produto é posicionado, comunicado e apresentado ao mercado.
Empresas pequenas cometem o erro de achar que precisam de um produto sofisticado pra justificar uma marca forte. Havaianas prova o contrário: o trabalho estratégico de marca é o que transforma a percepção, independente de quão simples seja o produto por trás.
A pergunta que fica é simples: sua marca está competindo pelo território certo, ou só brigando por preço num mercado onde sempre vai existir alguém disposto a cobrar menos?
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